Chá, cápsula ou extrato? Para quem trabalha com plantas medicinais, essa escolha vai muito além da preferência do consumidor. As formas farmacêuticas determinam desde a absorção da substância ativa até a estabilidade e a regularização do produto. Por isso, antes de decidir a
melhor forma, vale entender o que diferencia uma da outra.
Chás: a mais tradicional das formas farmacêuticas de fitoterápicos

Colocar erva seca na água quente é o jeito mais antigo de usar uma planta medicinal. De acordo com o Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, existem duas formas principais de preparo: a infusão e a decocção. A infusão consiste em adicionar água fervente sobre a planta e manter o recipiente fechado, indicada para partes mais delicadas, como folhas e flores. Já a decocção é feita fervendo a planta junto com a água, recomendada para partes mais resistentes, como cascas e raízes. O ponto fraco, porém, é a imprecisão, já que a
água extrai só parte das substâncias da planta. Além disso, a quantidade utilizada, o tempo de preparo e a temperatura são grandes variáveis, tornando a concentração dos compostos ativos menos padronizada.
Cápsulas: praticidade e dose definida entre as formas farmacêuticas de
fitoterápicos

As cápsulas são uma alternativa mais prática, podem conter tanto a droga vegetal pulverizada quanto extratos secos, oferecendo uma dose padronizada. Além disso, também ajuda a mascarar sabores e odores desagradáveis e protege da umidade e da luz. Por outro lado, a obtenção de extratos secos, o controle de qualidade e os estudos de estabilidade são etapas essenciais para garantir a segurança, eficácia e qualidade do produto, de modo que o desenvolvimento é mais complexo do que o de um chá, porque precisa atender os parâmetros da Farmacopeia Brasileira.
Extratos: concentração e padronização nas formas farmacêuticas de
fitoterápicos

Os extratos são obtidos pela extração dos compostos de interesse com solventes, como água, etanol ou misturas hidroalcoólicas. Dependendo do processo de fabricação, podem ser apresentados na forma de extrato fluido, tintura ou extrato seco (SIMÕES et al., 2017). A vantagem está na escolha do solvente, que permite extrair inclusive compostos pouco solúveis em água, resultando em preparações mais concentradas e padronizadas que os chás. No entanto, algumas apresentações, como as tinturas, contêm etanol, o que pode restringir seu uso por determinados grupos.
Qual forma farmacêutica escolher?
Não existe opção “melhor” para todos os casos, essa escolha depende da finalidade do produto, dos compostos de interesse, do público e dos requisitos de qualidade e padronização. Essa decisão também influencia no desenvolvimento e na regularização do produto. Por isso, definir a forma farmacêutica nas etapas iniciais é essencial para garantir um processo mais eficiente.
Como a Farma Júnior pode te ajudar?
Essa é uma das primeiras decisões de qualquer projeto com plantas medicinais. Na Farma Júnior, nosso serviço de pesquisa e desenvolvimento de fitoterápicos vai desde o levantamento bibliográfico das matérias-primas até a elaboração do método de preparo da sua formulação. Entre em contato para conhecer nossos serviços!
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A Isabela é estudante de graduação na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF-USP), ingressou na Farma Júnior em 2026 como assessora de Vendas.
Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Farmacopeia Brasileira. 8. ed. Brasília, DF: Anvisa, 2026a. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/farmacopeia/farmacopeia-brasileira. Acesso em: 23 jul. 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. 3. ed. Brasília, DF: Anvisa, 2026b. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/farmacopeia/formulario-fitoterapico. Acesso em: 23 jul. 2026.
SIMÕES, Cláudia Maria Oliveira et al. Farmacognosia: do produto natural ao medicamento. Porto Alegre: Artmed, 2017.
